Existem algumas regrinhas ou premissas que a maioria das pessoas recomenda e, quando se trata de finanças, uma delas é unanimidade: guarde sempre 10% do seu salário (ou dos seus rendimentos, se for autônomo) na poupança, para emergências. Só que ninguém diz muito bem como e por que fazer isso, não é verdade? Neste post, vou dar uma dica e um objetivo que funcionaram comigo.

Dica: guarde dinheiro gradualmente

Guardar 10% do seu salário todo mês é um hábito difícil e, como todos os hábitos difíceis, existe uma fórmulazinha mágica para fazê-los acontecer: começar aos poucos. Então, em vez de guardar 10% do seu salário logo no primeiro mês, guarde 1%. No mês seguinte, guarde 2%, e assim por diante.

Portanto, se você ganha R$3.000,00 por mês, ficará assim:

Mês 1 – Guardar 1% = R$30,00
Mês 2 – Guardar 2% = R$60,00
Mês 3 – Guardar 3% = R$90,00
Mês 4 – Guardar 4% = R$120,00
Mês 5 – Guardar 5% = R$150,00
Mês 6 – Guardar 6% = R$180,00
Mês 7 – Guardar 7% = R$210,00
Mês 8 – Guardar 8% = R$240,00
Mês 9 – Guardar 9% = R$270,00
Mês 10 – Guardar 10% = R$300,00

E então basta seguir guardando os 10%, ou mais, se achar que consegue.

Sempre que eu tentava guardar 10% do meu salário pela primeira vez, inevitavelmente precisava resgatar o valor antes do final do mês. Por quê? Porque eu não estava acostumada a viver sem aquele dinheiro. Era uma quantia muito grande tirada do meu orçamento para deixar de existir de uma hora para a outra. Assim, começar aos poucos me ajudou e, quando eu cheguei aos 10%, não foi tão difícil porque eu já tinha me habituado a guardar uma certa quantia todos os meses. Naquela altura, eu já sabia viver sem aquele dinheiro.

Objetivo: montar um patrimônio mínimo de sobrevivência

Outra coisa que me ajudou muito foi ter um objetivo para o dinheiro guardado. É claro que a gente pensa “preciso do dinheiro caso seja mandada embora “ou” quero guardar dinheiro porque é bom ter uma reserva”. Sim, tudo isso é verdade, mas ter um motivo realmente forte para guardar pode ser mais fácil de nos convencer. O seu objetivo pode ser comprar um carro, por exemplo, ou juntar o equivalente para dar uma entrada no seu futuro apartamento, ou mesmo fazer uma viagem que tanto sonha. O meu objetivo foi montar um patrimônio mínimo de sobrevivência.

E do que se trata isso?

Basicamente, é a quantia mínima que você precisa ter para se manter durante seis meses desempregado, ou sem rendimento nenhum. Seis meses foi um período que eu escolhi inicialmente, mas você pode ter como meta um ano, por exemplo.

Isso foi importante porque me deu um senso enorme de responsabilidade com relação à minha família. Eu sabia que, se não guardasse dinheiro todo mês, não estaria contribuindo com essa poupança que nos deixaria mais tranquilos caso qualquer coisa acontecesse.

Para calcular qual seria esse valor, eu fiz uma média dos nossos gastos mensais e multipliquei por seis. Suponhamos que seus gastos mensais dêem uma média de R$4.000,00. Oras, então R$4.000,00 x 6 = R$24.000,00. Esse é o valor que você precisa ter guardado na poupança em caso de imprevistos. Se quiser ter esse valor equivalente a um ano, basta multiplicar por 12, em vez de seis = R$48.000,00.

Então você pode ter várias metas, como por exemplo:

Meta 1 – Juntar o equivalente a seis meses de gastos
Meta 2 – Juntar o equivalente a um ano de gastos
Meta 3 – Além do equivalente a um ano de gastos, juntar R$10.000,00 para trocar de carro
Meta 4 – Além do equivalente a um ano de gastos, juntar R$50.000,00 para dar como entrada em um apartamento

E por aí vai.

Fora que, construindo essa reserva mínima para emergências, você fica tranquilo(a) para tomar outras decisões financeiras, como buscar um emprego melhor sem pressão, fazer um curso, entrar em um financiamento vantajoso etc. O fato de ter esse montante guardado te dá mais segurança para arriscar e buscar seus sonhos que dependam do dinheiro, de alguma forma.

Fonte: Vida Organizada