Todo início de ano é a mesma coisa. Novos planos, promessas e também as contas. Para quem tem filhos, não só os impostos pesam no orçamento dos primeiros meses do ano. Na verdade, um dos itens responsáveis por boa parte da despesa é o material escolar.

A jornalista Vanusa Menegazzi que o diga. Para ela, o gasto é triplo. Mãe de trigêmeos, de 9 anos, ela conta que “tem de rebolar” para pagar as matrículas, comprar uniformes novos e o material escolar.

Mas, não é preciso desesperar-se com a chegada da lista da escola das crianças. Especialistas em Educação Financeira dão dicas de como economizar.
Primeiro, é preciso revisar o material do ano passado e ver o que pode ser reaproveitado.

“Ainda não fiz a cotação do material deles. Mas, neste ano, vou aproveitar as mochilas do ano passado até quando der. Vou ter de comprar caderno, lapizeira, borracha, essa coisas, mas régua e outros coisas dá para reaproveitar”, explica Vanusa.

No ano passado, a lista de material dos filhos da jornalista custou R$ 1,6 mil e as mochilas e lancheiras mais R$ 800. “Esse ano iniciei fazendo cortes nos gastos, com as finanças controladas. A gente tem de usar a cabeça. Eu explico para eles que o que eu economizo com o material posso gastar com outras coisa, até com o lazer deles mesmo”.

O próximo passo é começar a pesquisar com antecedência, ir a várias livrarias e papelarias, e não ter vergonha da pechinchar. “Na hora da compra é fundamental saber falar e se expressar, buscando a melhor opção de pagamento”, sugere a Editora Dsop, especialista em livros relacionados à Educação Financeira.

Para Reinaldo Domingos, autor do livro “Terapia Financeira”, as pessoas tem vergonha de pedir descontos, mas, como diz o ditado “quem não chora não mama”. “Um problema nessa hora é que a maioria dos brasileiros tem grande dificuldade em realizar boas negociações, em função da timidez e da ideia de que o preço do produto não pode ser alterado, mas se fizer as compras com planejamento e com tempo é possível economizar bastante”.

Outra dica da editora é unir-se a outros pais para fazer uma compra coletiva. As lojas de material podem conseguir preço mais em conta se várias pessoas forem comprar no mesmo lugar. “Para isso, basta juntar duas ou três famílias com filhos nas mesmas séries”.

Nova Lei

Neste ano, passou a vigorar nova legislação, que proíbe as escolas de incluírem materiais de uso coletivo, produtos de limpeza e higiene na lista do material escolar. Um alívio para o bolso dos pais.

Por exemplo, copos descartáveis, cartuchos de tinta para impressora, resmas de papel, sabonete e álcool não podem constar na lista de pedidos. Esses itens fazem parte da manutenção do colégio e seu custo deve estar embutido na mensalidade.

Já cadernos, lápis, canetas, borracha, régua são materiais de uso individual de cada aluno e devem ser comprados pelos pais.

Fonte: A Escolha Certa