Geralmente, pensamos em oferecer a melhor educação aos nossos filhos, cuidar da saúde dos nossos pais ou até mesmo orientar os nossos sobrinhos sobre as decisões que precisam tomar ao longo da vida.

Para comemorar os 14 anos do SEBRAE PREVIDÊNCIA e mais um dia do participante, pedimos aos nossos quase 8 mil participantes que respondessem à pergunta: O que eu posso fazer pelo futuro de quem mais amo? Serão sorteados brindes entre todos aqueles que enviarem a resposta conforme o regulamento, até o dia 26 de fevereiro.

As respostas já estão chegando de todas as Patrocinadoras. Conheça um pouco sobre o que pensa o colaborador do Sebrae CE, Marcos Venicius.

marcos O que eu posso fazer pelo futuro de quem mais amo?

Texto do participante:

Durante grande parte da minha vida profissional, principalmente na função de consultor, me dediquei ao estudo e pesquisa sobre finanças seja ela no âmbito empresarial ou no das finanças pessoais.

No início de mais um ano novo, fato que nos remete a muitas reflexões, resolvi escrever esse texto inspirado na questão proposta pelo SEBRAEPREV: “O que eu posso fazer pelo futuro de quem mais amo?”

O universo do “futuro de quem mais amo” poderia ficar restrito aos meus filhos, um menino de 23 anos que está cursando Medicina e uma menina de 16 anos que ainda está no segundo grau. Porem resolvi ampliar o horizonte do “o eu que posso fazer” para outras pessoas que também amo, meus familiares, meus amigos do peito e meus amigos do trabalho.

Usando a minha vivência no campo das finanças pessoais gostaria de deixar algumas dicas sobre como lidar com esse assunto nas nossas vidas.

Na década de 50, quando uma pessoa fazia 40 anos, ela estava na meia-idade. Acho que hoje isso deve estar entre os 50 e 55 anos”, afirma VernBengtson, da Universityof Southern California.

Uma pesquisa sobre o assunto foi divulgada em agosto de 2013 pela empresa de assistência médica britânica Benenden Health, afirmando que a meia-idade começa aos 53 anos. O levantamento foi feito com duas mil pessoas e relacionava a meia-idade a alguns comportamentos que especialistas da instituição consideram característicos dessa fase da vida, como preferir uma noite com amigos a uma balada, gastar mais dinheiro com cremes anti-idade e preferir fazer uma caminhada em um domingo em vez de passar mais tempo na cama.

Diante desse fato a pergunta que me vem à mente é: Sua atitude em relação ao dinheiro é adequada à sua faixa etária?

“Se você é como a maioria das pessoas e não dedica boa parte do seu tempo à gestão de suas finanças, corre o risco de, chegar atrasado ao seu futuro…”.

Aprender tudo sobre dinheiro de uma vez é realmente difícil. Até porque tem coisas que a gente só descobre que é importante aprender depois de certo tempo. Mas se você tiver pelo menos um conhecimento mínimo em cada fase da vida, já dá para evitar uma série de percalços e arrependimentos.

Baseado num artigo de Julia Wiltgen, elenco algumas dicas de como se comportar com as finanças pessoais em cada faixa etária – aos 20, aos 30, aos 40 e aos 50 anos. E lembre-se: nunca é tarde para aprender.

Aos 20 anos

Cuide da sua carreira

Escolher a profissão que represente seu perfil vocacional, estudar, optar por um bom curso numa instituição de ensino de referência e que dê acesso a oportunidades de carreira. Começar a poupar nessa fase é até importante, mas para alguns especialistas, isso não é o mais importante nessa etapa da vida.

Controle seu fluxo de caixa e gaste menos do que ganha

Se você aprender a administrar o seu orçamento e a gastar menos do que ganha nessa fase, é bem provável que consiga manter o hábito para toda a vida. Apenas com esse costume enraizado você será capaz de começar a poupar alguma coisa.

Cuidado com o crédito fácil do cheque especial e dos cartões de crédito

Dívidas não pagas no cheque especial e no cartão podem virar bolas de neve, já que os juros de um mês incidem não só sobre o valor da dívida, mas também sobre o valor dos juros do mês anterior – juros sobre juros.

Comece a sonhar: trace objetivos para quando você puder poupar

Mesmo que você ainda não consiga guardar dinheiro, estabeleça seus objetivos de vida: viagens, a compra da casa própria, a compra do primeiro carro, os cursos que você quer fazer, a aposentadoria que você gostaria de ter. Poupar é muito mais fácil quando você tem sonhos.

Aos 30 anos

Poupe e invista: crie reservas e construa um patrimônio

Começa a fase de poupar a sério para os objetivos traçados. Se você já tinha uma poupança desde os 20 e poucos, essa é a hora de começar a alocar suas reservas em investimentos melhores que a caderneta de poupança. Ter reservas na faixa dos 30 é fundamental, pois as duas próximas décadas provavelmente envolverão grandes despesas, como casamento, filhos e casa própria.

Comece a pensar seriamente em se preparar para a aposentadoria

É também hora de começar a poupar para a aposentadoria para valer. Não convém deixar para os 40 ou 50 anos, porque aí o esforço financeiro precisa ser muito maior. Se você acha que viver só da Previdência Social não vai ser suficiente – e talvez você não devesse nem contar muito com ela – é bom criar reservas com o fim específico de gerar uma renda complementar no futuro e o SEBRAEPREV está aí para isso.

Entenda como funcionam os financiamentos de casa e carro

Caso esteja planejando a compra de um carro ou uma casa, verifique não só os custos para comprá-los, mas também para mantê-los – seguros, impostos e taxas.

Aos 40 anos

Entenda o funcionamento dos seguros

É hora de se preocupou em fazer seguros para a sua vida e o seu patrimônio. Pesquise seguros de vida e de imóveis, que podem proteger você e sua família contra eventos graves a um custo relativamente baixo.

Não descuide da carreira – recicle-se

O risco nessa fase é estagnar profissionalmente e se acomodar. Muita gente também se deixa estagnar e para de investir na vida profissional. Se essas pessoas perdem o emprego, têm dificuldade de se recolocar. Não pode achar que já sabe tudo.

Aos 50 anos

Planeje os aspectos práticos da sua aposentadoria

No sentido de correr risco nos investimentos e na carreira, a década dos 50 anos é mais ou menos parecida com a dos 40. Mas com a aposentadoria batendo à porta, é hora de saber o que você realmente vai fazer: parar de trabalhar? Fazer outro tipo de trabalho, mais prazeroso?

Planejamento sucessório: informe-se sobre como passar seu patrimônio para os herdeiros

Comece a se informar sobre as diferentes formas de transmitir seu patrimônio àqueles que deverão herdá-lo depois que você se for. Pode parecer cedo – e tomara que seja mesmo! – mas há formas de transmissão de bens em vida que podem se mostrar mais baratas e convenientes, mas que dão certo trabalho e/ou levam tempo para serem feitas de forma adequada. Convém conhecer alguns aspectos legais, como quem são seus herdeiros necessários, para os quais você deve deixar obrigatoriamente metade do seu patrimônio.

Aos 60 anos

É hora de usufruir de tudo o que você construiu na vida

Antigamente, o aposentado era visto como o velhinho em fim de carreira. Nos dias de hoje essa perspectiva mudou, afinal, cada vez mais pessoas investem em atividades que ajudam a manter mente e corpo ativos, por meio de cursos, grupos de convivência, exercícios físicos e até adoção de uma alimentação saudável. É nessa etapa da vida que muita gente realiza projetos que ficaram esquecidos no tempo.

Se você não precisa mais trabalhar e não sabe o que fazer com o tempo livre, monte um grupo de estudos ou pratique atividades como tai chi ou yoga, no parque de seu bairro. Sua vida merece ser preenchida de forma saudável e prazerosa e a aposentadoria é uma boa oportunidade para prestar atenção nisso.

Em resumo isso é um pouco do “O QUE EU POSSO FAZER PELO FUTURO DE QUEM MAIS AMO?”.

Marcos Venicius de A Gondim
Analista do SEBRAE/CE