O contribuinte deve organizar sua agenda de pagamentos este mês de janeiro, para não perder vencimentos e evitar multas e juros. Quem tem carro terá de pagar o IPVA e o seguro obrigatório (DPVAT). Quem é dono de imóvel ou inquilino terá de bancar o IPTU. Quem estuda ou tem filhos na escola precisa enfrentar as despesas de material escolar. Quem usou o cartão de crédito ou abusou dele nos gastos de fim de ano precisa preparar o bolso para a fatura de janeiro, que vem mais carregada. Se não conseguiu poupar parte do 13º salário para esses compromissos, vai agora ter de fazer ajuste no orçamento e procurar saídas para não atrasar o pagamento dessas despesas.

Um iniciativa é cortar gastos. Separando as despesas fixas, como aluguel, plano de saúde, condomínio, que não dá para reduzir, há sempre como economizar no consumo de alimentos, luz, água, telefone, gás, transporte, além de reduzir gastos com cinema, teatro, restaurantes, roupas.

Outra saída é reforçar as receitas do orçamento com algum trabalho extra.

Em último caso, o consumidor pode recorrer a linhas de empréstimo, como o crédito pessoal ou o empréstimo consignado, que tem taxas bem baixas por ser descontado em folha de pagamento”, alerta o diretor de educação financeira da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Fábio Moraes. Trabalhadores do setor privado, aposentados do INSS e servidores públicos têm linhas específicas de consignado.

Impostos

As contas começam com o IPVA, para quem tem veículo como carro ou moto. No Estado de São Paulo, o valor já pode ser checado e até pago antecipadamente nos terminais de autoatendimento, pela internet ou diretamente nas agências bancárias, bastando o número do Renavam do veículo. De todo modo, o governo do Estado enviará aviso para todos os contribuintes, com valor, opções de pagamento (à vista com desconto em janeiro, em 3 parcelas ou à vista sem desconto em fevereiro) e datas de vencimento conforme número final da placa. O primeiro vencimento é em 13 de janeiro, para veículos emplacados no Estado com placa final 1.

Já o IPTU é cobrado de quem tem imóvel ou é inquilino. A lei permite que o proprietário transfira essa despesa a quem esteja morando sob aluguel no imóvel.

Em geral, esses impostos podem ser pagos à vista, com desconto, ou parcelados. Especialistas recomendam o pagamento à vista, por menor que seja o desconto, para quem tem dinheiro à mão ou pode sacar de uma aplicação. Quem não tiver poderá parcelar o pagamento na opção ofertada pelo governo estadual (IPVA) ou municipal (IPTU) ou levantar um crédito bancário para quitar o imposto à vista. Para optar, a dica é comparar a prestação do parcelamento oferecido com a cobrada pelo banco em um empréstimo no mesmo prazo. Com a primeira parcela do IPVA vence o seguro obrigatório.

Material escolar

A dica do Procon-SP e de consultores financeiros é antecipar a compra do material escolar no que for possível para este início de janeiro, para evitar o período de maior procura, a partir do meio do mês, quando os preços sobem por causa do aumento do movimento nas papelarias. Outra sugestão é separar do material usado em 2013 o que poderá ser reaproveitado. Outra ideia, ainda, é organizar logo neste início de janeiro com os demais pais uma “feira” de troca de livros usados, antes que eles sejam descartados.

Na compra, pesquise preços em diferentes lojas, aproveite descontos para pagar à vista se puder e, se for preciso parcelar, contrate prestações suportáveis para seu bolso, evitando o cheque especial, que cobra juros elevados. E recorra ao cartão de crédito até o limite que possa liquidar a dívida pelo total no vencimento, pois os juros do rotativo estão entre os mais altos do mercado.

Cartão de crédito

Outro cuidado é consultar a fatura do cartão de crédito que vence em janeiro assim que o banco a fechar, de modo a ter tempo para planejar o pagamento integral no vencimento. Gastos feitos na época do Natal começam a cair na fatura de janeiro e por isso ela pode vir mais pesada. Evite o crédito rotativo e o cheque especial para quitar a dívida, pois essas são as opções mais caras de crédito. Se for preciso parcelar a fatura do cartão, analise a opção de parcelamento do próprio cartão ou um crédito pessoal.

Fonte: Meu Bolso em Dia