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O Programa

Discussões sobre envelhecimento da população e reforma dos sistemas de previdência social têm sido frequentes em fóruns do mundo todo. Isso chama a atenção de todos sobre a necessidade de constituir uma reserva financeira para a aposentadoria.

Neste contexto, existem dúvidas de sobra sobre este espinhoso assunto para grande parte dos participantes dos planos de previdência atualmente oferecidos. A constatação não é novidade, pois, o tema não desperta muita a atenção e o envolvimento do Participante, por se tratar de algo remoto e não palpável. Pelo grande número de pessoas cobertas é que podemos perceber a importância desta matéria e o impacto que poderá trazer ao sistema.

As constantes discussões sobre o tema refletiram na Recomendação n° 1 do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) de 28 de abril de 2008, que dispõe sobre as ações de educação previdenciária no âmbito do regime de previdência complementar. Já no artigo 1° da referida recomendação, o CNPC recomenda que a PREVIC (Superintendência Nacional de Previdência Complementar) elabore um programa de educação previdenciária, de caráter plurianual, compreendendo ações e atividades desenvolvidas isolada ou conjuntamente com outros órgãos governamentais. O CNPC recomenda ainda, que as ações de educação previdenciária no âmbito do regime de previdência complementar operado pelas entidades fechadas de previdência complementar sejam desenvolvidas em três níveis de atuação:

I – informação: diz respeito ao fornecimento de fatos, dados e conhecimentos específicos;

II – instrução: corresponde ao desenvolvimento das habilidades necessárias para a compreensão de termos e conceitos, mediante treinamentos; e

III – orientação: trata do provimento de orientações gerais e específicas.

Neste sentido, o Planejamento Estratégico 2011/2014 do SEBRAE PREVIDÊNCIA, em sua Diretriz de Sustentabilidade da Entidade, tem como um dos Objetivos Estratégicos “Fomentar a Cultura Previdenciária e Financeira”, o que será feito por meio deste Programa de Educação Financeira e Previdenciária.

O Programa de Educação Financeira e Previdenciária do SEBRAE PREVIDÊNCIA – Planejar tem como foco orientar as pessoas para que tomem melhores decisões relacionadas às suas finanças e sua aposentadoria.

Com intuito de incentivar o desenvolvimento do Programa de Educação Financeira e Previdenciária nos fundos de pensão, em 04 de setembro de 2009 foi publicada a Instrução Normativa SPC Nº 32, onde se dispensa o envio, por meio impresso, do relatório anual de informações para os participantes, no caso das Entidades que têm o seu programa aprovado pela PREVIC.

O Guia PREVIC – Melhores Práticas em Fundos de Pensão (manual do Ministério da Previdência/Superintendência Nacional de Previdência Complementar com a finalidade de orientar dirigentes, Participantes, Assistidos, Patrocinadores e Instituidores quanto à gestão dos fundos de pensão) faz as seguintes orientações:

Item nº 13 – Os programas de educação financeira e previdenciária executados pelas entida­des complementam os esforços na busca da excelência da gestão. Participantes e assistidos, devidamente educados e informados, apresentam-se como aqueles que demandam qualidade no gerenciamento de seus planos de benefícios.

Item nº 31 – Um programa de educação financeira e previdenciária dedicado a dirigentes, empregados, patrocinadores, instituidores, participantes e assistidos tem efeitos po­sitivos na qualidade da gestão. Dirigentes e empregados passam a deter habilida­des e conhecimentos necessários ao desempenho de suas funções. Participantes e assistidos adquirem ferramentas úteis para o planejamento e o controle de sua vida econômica e financeira e se capacitam para o exercício da fiscalização e acompanhamento do seu patrimônio previdenciário.

Item nº 32 – Com a implementação de programas de educação, os dirigentes podem se as­segurar de que os benefícios e os serviços ofertados ou recomendados serão adequados às necessidades, interesses e objetivos dos participantes dos planos de benefícios.

Item nº 79 – Os programas de educação financeira e previdenciária e a devida comunicação aos participantes, assistidos, patrocinadores e instituidores são importantes para a mitigação dos riscos.

Estamos convencidos que um Programa de Educação Financeira e Previdenciária deve ser um processo de educação continuada que precisa estar relacionado ao planejamento da vida. Um tema de interesse de pessoas de todas as idades, sendo de suma importância que a abordagem seja feita desde ao trabalhador mais jovem que ingressa no mercado de trabalho, até aquele que está próximo da aposentadoria.

Objetivo Geral
O Planejamento Estratégico do SEBRAE PREVIDÊNCIA para o ciclo de 2015/2018 estabelece, na sua Diretriz Estratégica Foco nos Participantes, objetivos para aprimorar e Aapliar os Serviços de Orientação Financeira e de Seguridade, aprimorar a Qualidade de Atendimento e aprimorar a Comunicação Institucional e com os Participantes.

Já a Diretriz Desenvolvimento Organizacional orienta para o Fortalecimento da Imagem Institucional do SEBRAE PREVIDÊNCIA.

Nesse sentido, o Planejar, para ser viável e efetivo, busca oferecer benefícios mensuráveis, diretos e indiretos, imediatos e futuros que justifiquem o investimento a ser realizado e alinhado com as diretrizes do Planejamento Estratégico. Dessa forma, convictos da pertinência deste projeto, relacionamos alguns benefícios esperados:

  • Promover e fomentar a cultura de Educação Financeira e Previdenciária para Participantes, Assistidos e familiares.
  • Possibilitar que os Participantes esclareçam dúvidas sobre assuntos ligados aos temas de finanças pessoais e previdência complementar.
  • Contribuir para o desenvolvimento da inteligência financeira dos Participantes, permitindo que ele possa tomar as decisões mais adequadas às suas necessidades e possibilidades quanto ao gerenciamento da sua poupança previdenciária no período laboral e pós-laboral.
  • Promover um estilo de vida financeira saudável, com redução do endividamento, adoção de hábitos de consumo consciente, crédito responsável e melhor uso do dinheiro, contribuindo assim para a melhoria da sua produtividade.
  • Contribuir para que os colaboradores sintam-se orgulhosos de trabalhar numa instituição que se preocupa com o futuro dos seus colaboradores.
  • Contribuir para que o SEBRAE PREVIDÊNCIA figure entre as instituições de referência no grupamento de previdência privada.
  • Obter o reconhecimento das Patrocinadoras – Sistema SEBRAE, sobre a completude das iniciativas em prol da Educação Financeira e Previdenciária de seus empregados.
  • Obter a aprovação e o reconhecimento da PREVIC de que o SEBRAE PREVIDÊNCIA investe adequadamente em Educação Financeira e Previdenciária.
Objetivos Específicos
Informar e conscientizar os empregados do Sistema SEBRAE acerca de seus direitos e deveres em relação à previdência complementar. Incluir a educação financeira e previdenciária na vida dos empregados do Sistema SEBRAE. Aumentar o índice de adesão ao Plano SEBRAEPREV para 95% (noventa e cinco por cento) até 2014. Oferecer subsídios para uma transição consciente do estágio de trabalho para o pós-trabalho, ao mesmo tempo em que orienta quanto ao tempo livre, possibilitando a estruturação de um novo projeto de vida.

Ações

  • Fórum SEBRAEPREV de Economia
  • SEBRAEPREV mais perto de você – Campanha de Adesão
  • Oficina de Gestores do Plano SEBRAPREV
  • Encontro de Profissionais de Comunicação das Patrocinadoras
  • Educação Financeira no Ambiente de Trabalho
  • Palestra de Educação Financeira e de Educação Previdenciária
  • Workshop para Conselheiros
  • TV SEBRAE PREVIDÊNCIA
  • Concursos Culturais
  • Curso de Formação de Gestores
  • Dia do Participante do Plano SEBRAEPREV
  • Programas de Preparação de Aposentadoria
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Finanças

Educação Financeira

Clique aqui para consultar materiais e dicas importantes para construir a sua independência financeira. Você poderá explorar muitas informações sobre como investir e acumular recursos de forma inteligente.

 

Guia de Boas Práticas em Finanças Pessoais

Volume 1 - Educação Financeira e Orçamento Familiar

Educação financeira – Apresentação de conceitos, fundamentos e vantagens da educação financeira para a melhoria da qualidade de vida das pessoas.

Orçamento familiar – Organização, planejamento, dicas, modelos, finanças do casal, finanças da família, documentação, relacionamento com entidades, direitos do consumidor.

Volume 2 - Prevenção e Combate às Dívidas e Consumo Responsável
  • Orientações e dicas de como se prevenir para evitar armadilhas e descontroles que levam ao endividamento.
  • Estratégias e dicas para enfrentamento, redução e eliminação das dívidas.
  • Vantagens de viver longe das dívidas.
  • Consumo responsável sob a ótica orçamentária.
Volume 3 - Formação de Poupança e Rendas Passivas

Orientações e estímulo para a formação de reservas de poupança de curto, médio e longo prazos. Táticas sistematizadas para otimizar os esforços de formação de poupança. Fontes de economia que podem contribuir para a poupança da família. Conceito e a importância das rendas passivas e complementares.

Volume 4 - Estratégias de Investimento e Previdência Complementar

Uma vez apresentados os conceitos e fundamentos de educação financeira (volume 1), instrumentos e modelos de controle e orçamento doméstico (volume 1), teorias, dicas e estratégias para prevenção e combate às dívidas (volume 2), orientações e dicas para formação de poupança (volume 3), será chegada a hora de o leitor ser esclarecido em relação ao futuro de suas finanças e aos caminhos e alternativas que ele poderá escolher para minimizar os riscos e melhorar o desempenho da sua carteira de investimentos.

Alguns itens a serem abordados:

  • Perfis de investimento e de investidores
  • Compatibilização de investimentos com os objetivos e perfis
  • Diversificação
  • Renda fixa e renda variável
  • Aspectos tributários
  • Prevenção a fraudes
  • Fundamentos e características básicas de algumas alternativas de investimento, destacando o perfil, vantagens, desvantagens e perspectivas (poupança, Tesouro Direto, previdência complementar aberta e fechada, moedas estrangeiras, ouro, fundos, ações, entre outros)

Destaque será dado ao item previdência complementar, abordando questões relativas à previdência complementar fechada e também a aberta.

Volume 5 - Educação Financeira Infantil

O último fascículo da série, após sensibilizar e orientar os leitores sobre alguns pilares relevantes das finanças pessoais e de educação financeira, importante estimular os adultos a que atentem também para a educação financeira das crianças para que possam, além de fortalecer a base da família, também almejar um melhor futuro para as crianças. Desta forma, este fascículo abordará:

  • Orientações e dicas para os pais e avós sobre educação financeira infantil.
  • Mesada: conceito, abrangência, periodicidade, relação com o desempenho escolar e com as tarefas domésticas, valores, influência.
  • Cofrinhos: como aproveitar bem essa ferramenta, para orientar e juntar dinheiro.
  • Em casa ou na escola? Papel de cada entidade. Dicas para aproveitamento de oportunidades; alertas sobre equívocos frequentes.
  • Consumo responsável: será retomado o assunto abordado em fascículo anterior, mas com outros enfoques como a prevenção ao consumismo, consumo responsável pelas óticas social e ambiental e abordagem a respeito das diferenças individuais e sociais.

 

Planilha Orçamentária

Clique aqui e faça o download da planilha de orçamento pessoal.

 

Perfil de Investimentos

Definição do Perfil

Para definir o seu perfil de investidor o mais importante é considerar sua tolerância ao risco. Existem pessoas que estão dispostas a tomar maiores riscos do que outras e portanto, tendem a suportar melhor as flutuações do mercado. Existe uma relação direta entre Risco e Rentabilidade: Quanto maior o risco de um investimento, maior deverá ser o seu potencial de retorno.

Temos que associar o risco a uma real chance de perda.

Perfis e Estratégias

Existem três perfis básicos de investidores: conservadores, moderados e agressivos. Quando você definir seu perfil de investidor, você também estará definindo a sua estratégia de investimentos.

Sua estratégia de investimentos é seu plano para diversificar de forma eficiente os seus investimentos e, assim, atingir as suas metas de forma planejada. Seja realista consigo mesmo e formule uma estratégia que possa deixar você seguro. Lembre-se também de suas metas, o prazo que seus recursos podem permanecer aplicados e de outros fatores importantes.

Cada pessoa tem seu jeito de ser e de lidar com diferentes circunstâncias da vida. E isso não é diferente quando tratamos de dinheiro. Assista ao vídeo abaixo e descubra qual o seu perfil de investidor.

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Previdência

Sobre Previdência

Clique aqui para consultar materiais e dicas importantes para investir na sua aposentadoria. Você poderá explorar muitas informações sobre previdência complementar, previdência social, investimentos, tributação, etc.

 

Cartilha de Educação Previdenciária

O SEBRAE PREVIDÊNCIA está disponibilizando para você a Cartilha de Educação Previdenciária  que pretende colaborar para a disseminação de conhecimentos básicos sobre a previdência social e previdência complementar. O material apresenta as principais características de um plano de previdência complementar, informações sobre educação financeira, perfil de investimento, atualização de dados cadastrais entre outros assuntos. Seu conteúdo demonstrará que é fundamental que o Participante acompanhe a gestão do seu Plano.

Para acessar a Cartilha de Educação Previdenciária, clique aqui.

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O Novo Aposentado

O aposentado moderno quer ser informado sobre os seus direitos e deveres. Para isso, o SEBRAE PREVIDÊNCIA desenvolveu o espaço “O Novo Aposentado”, a fim de informar e orientar os Participantes iminentes e elegíveis sobre os procedimentos para o requerimento do Benefício junto à entidade e ao INSS, contribuindo também para o processo de preparação para a aposentadoria.

Abaixo, estão disponíveis três links: “Plano SEBRAEPREV”, “Previdência Social” e “Estatuto do Idoso”.

Na opção “Plano SEBRAEPREV”, está disponível a Cartilha do Participante, que, de uma maneira simples e didática, explica os benefícios e contribuições do Plano SEBRAEPREV.

Em “Previdência Social”, estão disponíveis em PDF todos os Benefícios que o INSS oferece.

Clicando no link “Estatuto do Idoso”, você encontrará a edição atualizada do documento.

Bom proveito!

Plano SEBRAEPREV
A Cartilha do Participante do Plano SEBRAEPREV é um guia prático para simplificar as explicações dos Benefícios e das Contribuições do Plano SEBRAEPREV. Tipos de Participantes, Empréstimos, Contribuições e Perfis de Investimentos são alguns dos temas abordados na Cartilha. De modo didático, a Cartilha do Participante tem como finalidade explicar o funcionamento do Instituto SEBRAE de Seguridade Social, o SEBRAE PREVIDÊNCIA, além de também comentar as principais regras regulamentares da Entidade Fechada de Previdência Complementar.

Clique aqui e acesse a Cartilha do Participante para ficar mais inteirado sobre o Plano SEBRAEPREV.

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Previdência Social

A Previdência Social é uma instituição pública que tem como objetivo reconhecer e conceder direitos aos seus segurados. Os benefícios oferecidos garantem ao trabalhador tranquilidade em relação ao futuro, assegurando um rendimento seguro. A renda transferida pela Previdência Social substitui a renda do trabalhador contribuinte quando ele perde a capacidade de trabalho, seja por doença, acidente, invalidez, velhice, morte e desemprego involuntário, ou mesmo a gravidez e a prisão. Portanto, ela é um sistema de proteção social que garante o sustento do trabalhador e de sua família quando ele não pode trabalhar. O sistema previdenciário é um seguro disposto sob a forma de regime contributivo em que os empregadores e empresas são obrigados a contribuir sobre a folha de salários e demais rendimentos das pessoas por eles contratadas. A finalidade da Previdência Social é proteger e oferecer segurança aos trabalhadores.

As Cartilhas abaixo são da Previdência Social, e serão importantes na disseminação de conhecimento. As informações contidas nas Cartilhas fazem parte do amplo esforço de divulgação sobre proteção social e possibilitarão a conscientização dos trabalhadores dos seus direitos e deveres em relação à Previdência Social, ajudando quanto às instruções e procedimentos de aposentadoria, pensão, bem com os demais benefícios oferecidos pela Previdência Social.

Estatuto do Idoso

Clique aqui e acesse o Estatuto do Idoso.

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Notícias

 

Como definir o valor da mesada

Postado em 09 de outubro de 2014

SEBRAE PREVIDÊNCIA lança fascículo sobre educação financeira infantil

A educação financeira infantil deve ir, e vai, além da simples preocupação com o ensinar sobre o manuseio de dinheiro. A começar pela necessidade de conscientização sobre a importância relativa do dinheiro e das riquezas na vida das pessoas. Há muitas coisas e valores mais importantes do que o dinheiro, claro! Mas isso não reduz a importância desse instrumento em nossas vidas. Se o dinheiro é importante, precisamos conhecê-lo, aprender a usá-lo, e saber cuidar dele, principalmente do nosso dinheiro – nossas finanças pessoais. E precisamos nos preocupar para que nossos filhos também sejam preparados para isso, ou se tornarão adultos tão despreparados para lidar com suas próprias finanças, quanto muitas pessoas da nossa geração.

Sabendo disso, o SEBRAE PREVIDÊNCIA lança o segundo fascículo do Guia de Boas Práticas em Finanças Pessoais, uma ação do Programa de Educação Financeira e Previdenciária do SEBRAE PREVIDÊNICA, o Planejar. O guia é destinado à educação financeira infantil. Nele, você encontra pontos de reflexão importantes a serem ponderados na educação financeira infantil, como definir o valor da mesada, dicas de livros e muito mais.

Acesse o fascículo aqui e boa leitura!

Confira aqui a Planilha Orçamentária

Postado em 21 de novembro de 2012

Se você chega ao fim do mês e não sabe ao certo quanto gastou, uma dica é documentar suas receitas e despesas, o que te ajuda a ter mais disciplina e uma visão geral de como seu salário é distribuído.

Clique aqui e faça download da Planilha Orçamentária!

O Plano SEBRAEPREV e a modalidade Contribuição Definida

Postado em 7 de novembro de 2012

O que o seu Plano de previdência complementar tem a ver com a modalidade do tipo  Contribuição Definida? Tudo. A modalidade do Plano SEBRAEPREV é do tipo CD, ou seja, Contribuição Definida. Os planos CD são de poupança individual, formados por contribuições definidas previamente e depositadas pelo Participante e pelo Patrocinador.

O valor que o Participante irá receber na época de sua aposentadoria dependerá diretamente dos montantes acumulados e da rentabilidade obtida nas aplicações financeiras. Na modalidade CD, a contribuição é estabelecida, porém, o valor do benefício não é determinado no ato da adesão ao plano.

Todas as contribuições recolhidas ao Plano SEBRAEPREV por Participantes e Patrocinadores são convertidas em uma quantidade de cotas* que representa a reserva financeira que será o suporte para o pagamento do benefício. Cada benefício mensal também representa uma quantidade de cotas, ou seja, mensalmente a quantidade de cotas é reduzida até o esgotamento da reserva financeira utilizada para o pagamento do benefício.

Para melhor ilustrar, vamos destacar duas opções para recebimento previstas no Regulamento vigente do Plano SEBRAEPREV:

Primeira: Receber a reserva acumulada, mensalmente, por um número definido de parcelas, até que todo o recurso seja consumido. Essa opção consiste em distribuir o saldo acumulado por um período escolhido pelo Participante. Esse recebimento, em número constante de cotas, pode ser por um período de no mínimo 5 anos e no máximo 20 anos.

Segunda: Receber um percentual da reserva acumulada, mensalmente, até total extinção dela. Nessa opção, a forma de recebimento consiste em uma renda mensal em valor obtido por meio da aplicação de um percentual sobre o saldo acumulado. O Participante pode optar, anualmente, por um percentual entre 0,5% e 2% sobre a reserva.

Um questionamento muito frequente dos Participantes que estão próximos a requerer o benefício de Aposentadoria é a forma de recebimento. Quanto vou receber por mês e por quanto tempo? É importante ressaltar que esse questionamento deve ser feito ao longo do período de contribuição porque isso demonstra o interesse do Participante em relação ao seu plano e ao seu futuro.

No caso da segunda opção mencionada acima, a escolha do percentual do saldo inferior, igual ou superior à rentabilidade obtida nas aplicações financeiras irá determinar a velocidade na qual a reserva acumulada irá acabar. A reserva é atualizada pela multiplicação do saldo em cotas do Participante pelo valor diário da cota. A única forma de aumentar a quantidade de cotas da reserva é por meio da realização de contribuições.

Na modalidade CD não há concessão de benefício sob a forma de renda vitalícia e não há mutualismo. Cada Participante possui uma conta previdenciária individual. É importante que o Participante entenda que o saldo de sua conta previdenciária é formado em quantitativo de cotas e que este saldo, em quantidade de cotas é crescente no período contributivo e decrescente quando do recebimento dos benefícios.

Conforme a forma de recebimento do benefício, é possível saber com exatidão  quando a reserva acabará, como por exemplo na Renda por Prazo de 20 anos. Já no caso da renda em percentual do saldo, estimar o fim da reserva dependerá de alguns fatores: percentual de recebimento, rentabilidade, saldo da reserva.

Então, como obter uma estimativa de término do benefício? Hoje, os técnicos do SEBRAE PREVIDÊNCIA realizam esse cálculo, mas o objetivo da Entidade é facilitar cada vez mais o entendimento das informações relacionadas ao Plano SEBRAEPREV. Isso será possível com o Simulador de Benefício de Assistido.

O diretor de Seguridade Nilton Cesar fala sobre a ferramenta que será disponibilizada em 2013: “O simulador apresentará uma estimativa de prazo para o fim do benefício conforme o percentual escolhido pelo Participante. O simulador que está em desenvolvimento será uma ferramenta útil para o Participante melhor compreender como funciona o seu plano de previdência, bem como contribuirá para o seu planejamento financeiro e previdenciário”.

*A COTA é o índice de atualização utilizado pelo SEBRAE PREVIDÊNCIA, que tem como objetivo fazer com que as contribuições e benefícios do Plano SEBRAEPREV sejam atualizados de acordo com a rentabilidade líquida obtida nas aplicações financeiras.

A rentabilidade da caderneta de poupança caiu, e agora?

Postado em 14 de junho de 2012

Eric comenta: “Navarro, o Banco Central decidiu que os juros devem continuar caindo e a Taxa  Selic agora está em 8,5%. Até ai, tudo bem, parece ser algo bom, mas e a caderneta de poupança? Agora ela renderá menos de 6% ao ano, não é mesmo? O que devemos fazer? Ela continua uma boa alternativa? Onde mais podemos investir com segurança e custos baixos? Obrigado”.

Uma das máximas dos investimentos nos lembra de que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Normalmente associada a aplicações em renda variável, essa frase bem que poderia ser lembrada também por investidores mais conservadores, que optam pela renda fixa com muita frequência. A razão? A queda da taxa Selic, é claro.

Juros mais baixos desde a criação do real
A taxa Selic, hoje em 8,5%, encontra-se atualmente no menor patamar desde a criação do Plano Real, em 1994, e também desde a criação da taxa, em 1986. Nossos juros reais, antes os maiores do mundo, agora ficam em torno de 3,5% (descontada a inflação esperada de 5%) e aparecem na segunda colocação, atrás apenas da Rússia (com 4,3%).

Produtos de renda fixa, atrelados à variação da Selic, oferecem rentabilidades cada vez menores. Cabe lembrar o leitor que a Selic já foi de 45% em 1999, passando por 26,5% em 2003 (temores na eleição de Lula) e oscilando sempre para baixo a partir daí (com picos, é claro).

Em 2009, depois do auge da crise financeira mundial, chegamos a 8,75%, mas logo a economia esquentou e a taxa voltou a subir. A posse de Dilma veio acompanhada de uma mudança no perfil do Banco Central e, desde meados de 2011, a “ordem” é baixar os juros. Aqui estamos, pois, com os menores juros de nossa história e o governo querendo mais.

Isso muda mesmo a nossa vida?
O movimento de queda dos juros deveria, por si só, ser responsável por levar os preços dos produtos a patamares mais baixos depois de algum tempo. Tal medida, no entanto, foi acelerada pela determinação do governo de baixar também o custo do crédito oferecido aos consumidores, movimento iniciado através dos bancos públicos e seguido pela banca privada.

Surgiu então a necessidade de rever a rentabilidade da caderneta de poupança. Como garantir 6% ao ano, sem taxas e impostos, se há o desejo de levar os juros a patamares ainda mais baixos? Sem chances! A poupança passou, então, por uma mudança emergencial (via Medida Provisória) e renderá 70% da taxa Selic mais a Taxa Referencial (TR) sempre que a Selic estiver em 8,5% ou menos. Expliquei isso no artigo “As mudanças na rentabilidade da poupança afetam sua vida?”.

Cinco detalhes que você deve olhar com carinho
Preparar-se para um Brasil com juros mais civilizados significa também questionar as decisões de investimentos realizadas a partir de agora. Se antes era possível garantir ganhos maiores que 10% ao ano sem risco, hoje essa possibilidade é remota. Ganhos elevados só serão possíveis com maior exposição ao risco. Preste atenção em alguns detalhes:

1. Rentabilidade líquida. A atenção principal do investidor deve ser a rentabilidade líquida de suas aplicações, ou seja, quanto é o retorno depois de descontadas taxas, custos operacionais, impostos, despesas com serviços (DOC, TED e por ai vai) e a inflação projetada no período.

Diversas instituições anunciaram redução nas taxas de administração cobradas em seus fundos de investimento, portanto preste atenção e, como sugestão, procure usar os simuladores oferecidos pelas instituições financeiras e sites de economia para fazer essas contas. Atenção redobrada porque se as taxas de gestão caíram, as tarifas e pacotes de serviços subiram.

2. Prazo de aplicação. O tempo influencia diretamente a rentabilidade de suas escolhas porque muda a cobrança do Imposto de Renda (IR) e também o percentual de retorno para aplicações garantidas (CDBs, por exemplo). A caderneta de poupança continua sendo uma alternativa interessante para começar a poupar, para reserva de emergência e objetivos de curto prazo.

Saiba, por exemplo, que fundos de renda fixa que cobrem taxas de administração iguais ou maiores que 1% e CDBs (títulos privados) que pagam 90% do CDI rendem menos que a poupança (já sob a nova regra) em um prazo de seis meses. Isso porque há incidência de IR de 22,5% no resgate dessas aplicações. Só para prazos acima de dois anos essas aplicações serão mais interessantes que a poupança (a alíquota cai para 15%).

3. Exposição ao risco. O período de ganhos fáceis ficou para trás. Chamo a atenção para a necessidade de reavaliar sua estratégia e, principalmente, a forma com que encara a relação entre tempo, risco e retorno. Objetivos de longo prazo (sua aposentadoria) podem ser completamente destruídos se a opção for por investimentos conservadores e caros. Sugiro a leitura do excelente artigo “Aposentadoria – a regra dos 4%”, de André Massaro.

Rentabilidades melhores ao longo do tempo passarão, obrigatoriamente, por melhor gestão de sua carteira de investimentos, maior exposição ao risco e decisões antes não consideradas (empreender, investir em ações, entre outras).

4. Diversificação. A rentabilidade de seu patrimônio deve ser uma combinação de retornos, o que é bastante óbvio. Acontece que hoje, a maior parte dos brasileiros tem uma esmagadora maioria de seus recursos na renda fixa. Assim, diversificar terá que deixar de ser apenas discurso de quem entende de investimentos.

Mas, cuidado, afinal não se trata de investir em centenas de aplicações diferentes. A definição passa por entender como você deve alocar seus ativos de forma a satisfazer suas expectativas (geração de renda, valorização patrimonial, objetivos pessoais e etc.). Comece lendo a recente entrevista sobre alocação de ativos que fiz com Henrique Carvalho.

5. Perfil. A esta altura você deve estar pensando que lidar com seus investimentos não será mais apenas uma questão de telefonar para o seu gerente e pedir que ele lhe informe o “caminho das pedras”. Há uma importante lição neste novo cenário econômico que nos cerca: a educação financeira será (é) o diferencial capaz de transformar o pequeno poupador em um investidor inteligente.

Acostume-se com a prática de ler, questionar e discutir finanças pessoais e investimentos no seu tempo livre e com a família. Mais do que descobrir qual será o melhor investimento a partir de agora, você entenderá que as melhores decisões só virão se você abraçar a necessária mudança de perfil que a realidade exige. Portanto, prepare-se!

Encerro o texto de hoje reafirmando que a caderneta de poupança ainda é e continuará sendo um excelente começo, além da melhor opção para o curto prazo e que a renda fixa é importante porque é segura e deverá ainda representar grande parte de nossos investimentos. Mas também digo que ficou para trás a época em que rentabilizar o dinheiro era tarefa para qualquer um. Fique esperto!

Vamos discutir melhor o assunto? Siga-me no Twitter – @Navarro – e use também o espaço de comentários abaixo para deixar sua opinião. Obrigado e até a próxima.

——
Este artigo foi escrito por Conrado Navarro.
Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e “Dinheirama” (Blogbooks) e autor do blog “Você Mais Rico” da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: @Navarro.

Álvaro Modernell colabora em matéria sobre previdência privada para filhos

Postado em 13 de abril de 2012

Cada vez mais, pais interessados em fazer um ‘pé de meia’ para os filhos têm aderido aos planos de previdência privada. Essa modalidade de investimento teve no primeiro semestre deste ano avanço de 21,4% ante o mesmo período de 2010, alta maior do que o do segmento empresarial (21,26%), por exemplo. E o custo para garantir recursos para o futuro dos pequenos parte de R$ 25 por mês.

Segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), nos primeiros seis meses deste ano, o valor total das parcelas pagas passou de R$ 663 milhões para R$ 805 milhões no período, ou 3,23% do total do mercado. Dinheiro esse que os pais aplicam para assegurarem o pagamento da faculdade dos filhos, para ajudar na compra de um imóvel ou até fazer intercâmbio cultural.

São dois tipos de planos existentes no mercado: o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) e o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL). A escolha por um ou outro vai depender se quem contrata faz a declaração do Imposto de Renda no modelo completo ou simplificado.

“No PGBL, é possível abater o Imposto de Renda, limitado a 12% da renda”, diz Osvaldo Nascimento, vice-presidente da Fenaprevi.

Caso quem contrata já tenha obtido essa vantagem tributária no seu próprio plano de previdência privada e utilizado o limite de dedução de 12% ou faça a declaração de modo simplificado, deve preferir o VGBL, cujo imposto incide apenas sobre o ganho no momento do resgate.

Quanto mais cedo os pais começarem a investir, melhor. “Caso deixe os recursos aplicados durante 20 anos, ele pode se beneficiar de vantagens tributárias, como a tabela regressiva do Imposto de Renda. Quanto mais tempo deixar o dinheiro aplicado, menos imposto vai pagar. Em dez anos, por exemplo, passará a pagar 10% de IR”, explica Álvaro Modernell, educador financeiro e sócio-fundador da Mais Ativos.

A outra forma de tributação — a tabela progressiva — é indicada apenas para quem vai resgatar o dinheiro aplicado no curto prazo.

Na hora de escolher o plano, é possível também escolher se seu rendimento será baseado apenas em aplicações em renda fixa ou também se irá incluir renda variável, que pode representar até 49% do total. O ideal é que seja composto de 30% a 40% de aplicações em renda variável.

“Essa porcentagem (de 30% a 40%) permite ganhos maiores. Caso o plano tenha apenas como base a renda fixa, pode render em torno de 10% ao ano, com a taxa básica de juros (Selic) em 12%. Caso agregue renda variável, em um período de dez anos esse rendimento pode dobrar. Deve-se olhar no longo prazo, pois em determinado ano a renda variável pode significar um rendimento negativo ”, diz Nascimento, numa referência ao momento atual da Bolsa de Valores, que acumula perdas este ano.

A composição de renda fixa ou mista torna seu rendimento semelhante a fundos desse tipo no mercado, e maior do que o da caderneta de poupança, cujo ganho médio é de 6% ao ano.

Como a aplicação geralmente é de longo prazo, na hora de escolher é recomendável optar por uma instituição financeira sólida e que cobre taxas menores. Apesar dos produtos disponíveis no mercado oferecerem a possibilidade de pagamento em parcelas menores, Nascimento recomenda que ela seja de R$ 100 por mês. “Com este montante, é possível formar poupança significativa.”

Fonte: Jornal da Tarde, por Marília Almeida

Link: http://blogs.estadao.com.br/jt-seu-bolso/previdencia-privada-para-jovens-por-r-25/

O significado de poupar

Postado em 13 de abril de 2012

Um dos conceitos mais conhecidos sobre o ato de poupar é “sacrificar o consumo no presente para fazer um melhor proveito no futuro”.

Gosto desse significado, mas acho que o ato de poupar é muito mais do que isso, assim como a grandeza de sua importância. Poupar significa valorizar, reservar, pensar no futuro. Poupar cria boas expectativas, gera sensação de segurança, alimenta a sensação de independência, dá mais sentido à palavra liberdade. Poupar significa investir no próprio bem-estar.

Poupar abre portas para a prosperidade. É como semear para poder colher sempre. Quem poupa demonstra que não se contenta com pouco. Que sabe o que quer e corre atrás. Poupar é muito mais do que apenas deixar de gastar, de usar ou de tirar proveito imediato de alguma coisa. Poupar é um ato de supremacia sobre as tentações do consumo. Poupar é uma atitude de inteligência que costuma ser recompensada por boas oportunidades de melhor aproveitamento.

Excluídos os excessos, não restam males sobre o ato de poupar. Se focarmos nas questões relacionadas ao dinheiro, então, assim que satisfeitas as necessidades básicas, inclusive as de lazer e prazer, que não deveriam ser adiadas, deveríamos focar na formação de poupança, inclusive pensando no consumo. Mas, se é para gastar, que seja da melhor forma. Se é para consumir, que seja consumo consciente e responsável. Se é para viver melhor, que seja para a vida inteira.

O ato de poupar deveria ser um hábito. Viver e gastar no presente, mas mantendo presente o porvir, prevenindo-se. Os ciclos humanos são relativamente previsíveis, e é preciso aproveitar as fases de maior produtividade e de menos necessidades para formar colchões de liquidez, reservas para o futuro e fontes de rendas passivas. A maioria das histórias de prosperidade foi baseada na formação de poupança e as de bancarrota na falta dela. Sem contar que a vacina para prevenir endividamento se chama poupança.

Não é preciso grandes sacrifícios, mas sim perseverança. Quanto mais bem aproveitado for o tempo, menor pode ser a parcela de poupança ao longo da vida. O poder dos juros compostos fica cada vez mais evidente quando se pensa no longo prazo, potencializando os valores poupados. Quem se propõe a poupar apenas o que sobra geralmente não poupa nada, pois raramente sobra. Quem poupa pensando o quanto acha que merece geralmente o faz em dimensões compatíveis com o tamanho de seus sonhos.

E você, como quer escrever sua história? Um curta-metragem cheio de emoções ou um longa com boas perspectivas de prosperidade?

Na hora de poupar, pais devem priorizar aposentadoria ou faculdade dos filhos?

Postado em 13 de abril de 2012

Garantir uma aposentadoria tranquila por meio de investimentos e um plano de previdência complementar ou priorizar o dinheiro para pagar a faculdade e o estudo dos filhos no futuro? Esta é uma dúvida que provavelmente já passou pela cabeça de muitos pais e que pode ser sanada com um bom planejamento financeiro.

De acordo com o educador financeiro e fundador do Centro de Estudos e Formação de Patrimônio Calil & Calil, Mauro Calil, o ideal é priorizar aquilo que falta menos tempo para acontecer. “Normalmente, a faculdade dos filhos chega mais rápido do que a aposentadoria. Mas vai depender de quando a pessoa começar a pensar nos investimentos”, afirma o educador.

O sócio fundador da Mais Ativos Educação Financeira, Álvaro Modernell, ressalta que priorizar aposentadoria ou estudos dos filhos depende dos valores de cada família e o importante mesmo é ter o hábito de poupar pensando no futuro.

“Depois de alguns anos poupando e investindo, você estabelece se este valor vai ser usado na educação dos filhos ou na sua aposentadoria. Mas o importante é que seja feita uma poupança”, afirma Modernell.

Segundo ele, o número de pessoas que pensa na aposentadoria no Brasil ainda é muito pequeno, menor até do que aqueles que poupam pensando na educação dos filhos.

“As duas coisas são importantes, mas é preciso ter consciência de que, no futuro, você precisará ter uma renda complementar para conseguir viver com o mínimo de conforto”, afirma o educador financeiro.

Tempo é aliado
O tempo é o melhor aliado, quando o assunto é investimento. Assim, os educadores enfatizam que é importante pensar na aposentadoria e também na educação dos filhos o quanto antes, para poder aproveitar os investimentos mais adequados e garantir um rendimento tranquilo depois de parar de trabalhar.

“Não dá para estabelecer aposentadoria com menos de 10 anos de prazo. Com menos tempo do que isso, você corre um risco enorme e sua aposentadoria provavelmente não será adequada”, afirma Calil.

Planejamento financeiro
Mauro Calil lembra que o ideal seria se as famílias conseguissem fazer investimentos pensando tanto na aposentadoria quanto na educação dos filhos.

“É possível fazer isso. A questão é que, às vezes, as pessoas vão precisar abdicar de pequenos prazeres para conseguir acumular uma quantia”, diz o educador.

“Não é preciso deixar de consumir, mas sim consumir com mais destreza”, afirma.

Além disso, é importante se planejar e procurar evitar financiamentos, para não gastar dinheiro com pagamento de juros. “Se o brasileiro parasse de comprar eletrodomésticos e outros produtos no carnê e comprasse à vista, já sobraria uma quantia mensal”, diz.

Tipos de investimentos
De acordo com Calil, como nos dois casos a intenção é poupar pensando em um prazo longo, superior a 10 anos, o investidor pode pensar em alocar uma parte da aplicação em renda variável.

“Você pode fazer pequenos aportes todos os meses. Como é uma aplicação de prazo longo, isso diminui bastante o risco e você conseguirá aproveitar a valorização das ações”, afirma. “Aqui no Brasil, o investidor encontra ações de grandes empresas, que possuem um bom potencial de valorização e que pagam bons dividendos”, completa.

Afinal, o que é educação financeira?

Postado em 12 de abril de 2012

* Por Álvaro Modernell.

Muito tem se falado em educação financeira. Na mídia, nas empresas, nas escolas. O assunto inseriu-se no cotidiano das pessoas de maneira definitiva. Basta acompanhar os noticiários, folhear boas revistas e jornais e lá está ela, a educação financeira colocada sob diferentes enfoques. Isso é animador!

Mas nem todos têm a clareza do real significado de “educação financeira”. Até mesmo as formas com que certas empresas, jornalistas e profissionais abordam o assunto contribuem para aumentar a confusão. Há quem pense que está relacionada a aprender a investir em ações, ou estudar o mercado financeiro, ou a economizar e deixar de gastar com supérfluos ou simplesmente fazer controle rigoroso das finanças para manter-se afastado de dívidas. Um pouco disso até faz sentido, mas não é essa a essência. Há quem confunda até com o ensino de matemática financeira. Aí a distância é enorme.

Educação financeira é mais ampla do que tudo isso junto. E mais simples. Mas, se não for apresentada de maneira simples o bastante para sensibilizar e orientar, inclusive donas de casa e aposentados distantes do mercado financeiro, crianças e adolescentes, gente de todas as classes sociais e de diferentes níveis econômicos e culturais, então não estará sendo efetiva o suficiente. A educação (até a financeira) deve ser inclusiva.

Os princípios da educação financeira visam ajudar as pessoas a adquirir bons hábitos financeiros para que possam conquistar melhores condições de vida, sejam elas de famílias de baixa renda ou das classes mais privilegiadas. O foco não deve ser na busca de conhecimentos nem na perseguição das riquezas, mas na melhoria de atitudes e posturas que ajudem a fazer o dinheiro render mais, para que proporcione às pessoas mais tranquilidade, mais segurança, mais conforto e mais prazer.

Atitudes simples como pesquisar preços, pedir descontos, comparar produtos e serviços, pagar à vista, controlar as despesas, evitar desperdícios e dívidas, conhecer os direitos do consumidor, pensar no futuro, manter reservas financeiras para emergências ou oportunidades, fazer investimentos compatíveis com os sonhos, preservar bens e buscar a valorização do patrimônio, evitar compras por impulso, antecipar-se às armadilhas do comércio, resistir às tentações do crédito fácil, exigir nota fiscal, informar-se sobre condições contratuais, sobre prestadores de serviços, guardar termos de garantia, ser previdente, são atitudes simples que, quando adotadas por rotina, podem resultar em economias e ganhos financeiros relevantes. Atitudes como essas são reflexos da verdadeira educação financeira.

Além disso, podemos citar como bons exemplos o hábito de manter orçamento pessoal e doméstico, tendo como mínimo o controle sobre receitas e despesas, o de conferir extratos e demonstrativos bancários e de cartões de crédito, de fazer listas de compras, a leitura prévia de contratos, a valorização da ética nas questões financeiras, a diversificação dos investimentos, a busca pelas boas informações e a prática de falar sobre questões financeiras em família.

Por tudo isso, educação financeira deve ser vista como um conjunto de hábitos financeiros saudáveis que contribuam para melhorar a situação, o proveito e as perspectivas financeiras das pessoas.

O consumo consciente e responsável ajuda a proporcionar prazeres no presente e a viabilizar a segurança financeira para o futuro. Saber dosar adequadamente o quanto deve ser gasto no consumo diário e o quanto deve ser poupado e investido em previdência, proporcionando equilíbrio a essas duas necessidades, é uma das maiores provas de educação financeira que uma pessoa pode dar a si mesma.

* Álvaro Modernell é especialista em educação financeira, palestrante, autor de vários livros, projetos, cartilhas e artigos sobre educação financeira, além de sócio fundador da Mais Ativos Educação Financeira e coordenador do portal www.edufinanceira.com.br, referência nacional na área.

Brasileiro comprou mais livros em 2010

Postado em 6 de março de 2012

Preço médio do livro recuou 4,42% entre 2009 e 2010, aponta pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, encomendada por CBL e SNEL.

O brasileiro, em 2010, comprou mais livros do que em 2009. Isso favoreceu um crescimento de 8,12% no faturamento do setor editorial no ano passado, que ficou na casa dos R$ 4,5 bilhões, acompanhado por um crescimento de 13,12% no número de exemplares vendidos. Este ganho de escala permitiu a manutenção da tendência da queda do preço médio do livro vendido, observada desde 2004, com um recuo em 2010 de 4,42%.

Essas são algumas das informações contidas na pesquisa “Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro”, que aferiu os dados do mercado referentes ao ano de 2010. A pesquisa é realizada anualmente pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE/USP) sob encomenda do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e Câmara Brasileira do Livro (CBL).

O resultado, anunciado dia 16 de agosto de 2011, na sede do SNEL, no Rio de Janeiro, revelou que, se os números são dignos de comemoração pelo setor, não chegam, porém, a causar euforia. Isso porque o crescimento real, em faturamento, fica na ordem de 2,63% a mais, em relação a 2009, quando se considera a variação de 5,35% do IPCA Livro em 2010. Além disso, se desconsiderarmos as compras feitas pelo governo e entidades sociais, o crescimento apurado foi de 2,99%, ficando abaixo da variação do IPCA.

A pesquisa detectou que o número de exemplares vendidos cresceu de 387.149.234, em 2009, para 437.945.286, em 2010. No ano passado, foram publicados 54.754 títulos, que representam um aumento de 24,97% em relação a 2009, sendo 18.712 títulos novos. Ou seja, o editor tem apostado no aumento da diversidade da oferta.

Dentre os canais de comercialização de livros, o que mais cresceu, proporcionalmente, foi a venda por porta a porta/catálogos: passou de 16,65% para 21,66% do mercado em número de exemplares. Porém, em termos de faturamento, as livrarias continuam na liderança, com 62,70% do mercado.

“É gratificante observar que o preço do livro no Brasil vem mantendo uma tendência de queda. Isso estimula o crescimento do número de leitores e desenha um futuro com mais educação, cultura e efetivo desenvolvimento”, avalia a presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Karine Pansa.

Este ano, a pesquisa apresenta como novidade na sua metodologia, a realização de um Censo do Livro. Isso porque, em todo processo de inferência estatística, é recomendado que, de tempos em tempos, seja atualizado o universo da própria pesquisa. O censo foi realizado entre novembro de 2010 e abril de 2011 e afere o ano de 2009.

A pesquisa detectou que o mercado do setor editorial, em 2009, era maior do que o imaginado: corresponde a R$ 4,2 bilhões e não R$ 3,3 bilhões como o aferido na última edição do trabalho.

O censo mostrou que das 498 editoras ativas, segundo o critério da Unesco, a maioria das editoras do país (231) é formada por empresas com faturamento de até R$ 1 milhão.

 

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