Mesmo em um ambiente econômico de recessão e ainda que o orçamento esteja no limite, mais do que nunca vai ser preciso correr atrás de um plano B, na tentativa de conseguir uma aposentadora tranquila. A recomendação é do especialista da Escola Nacional de Seguros e coordenador do portal Tudo Sobre Seguros, Lauro Viera de Faria, que conversou com o CORREIO sobre o que é necessário fazer o quanto antes para garantir a sombra e água fresca no futuro. Confira:

1) Quais os  principais impactos que a Reforma da Previdência pode trazer para o trabalhador? 

Ainda é cedo para saber o que será aprovado pelo Congresso Nacional na reforma da previdência. Porém, sob o peso de fatores como o aumento da expectativa de vida ao nascer (de 53 anos em 1970 para 75 anos em 2015), a grande informalidade das relações de trabalho, o déficit fiscal e a forte recessão econômica dos últimos anos, o reequilíbrio do sistema previdenciário oficial envolverá inevitavelmente obrigação de trabalhar – e contribuir – por mais tempo ou redução de benefícios de aposentadorias e pensões ou uma combinação de ambas as coisas. Como está, o sistema previdenciário público se tornou pouco viável, pois implica em despesas crescentes sem contrapartida de receitas em igual expansão.

2) Diante disso, o que ele precisa fazer desde cedo para envelhecer tranquilo? 

O ideal é o indivíduo contribuir desde jovem tanto para a previdência oficial, na qual pode ter a expectativa de garantir um valor razoável de aposentadoria, quanto para a previdência complementar fechada (no caso dos empregados de empresas que tenham fundos de pensão) ou aberta (nos demais casos) em que o contribuinte pode se programar para complementar aquele valor e assim, na inatividade, obter uma renda próxima a dos últimos anos em que trabalhou. A previdência complementar tem a vantagem de contar com benefício fiscal (imposto de renda menor) quanto mais tempo o participante permanecer contribuindo.

3) Como se organizar financeiramente neste sentido? 

Essa é a grande dificuldade para a maioria das pessoas: estar preparado para manter as contribuições a previdência tanto estatal quando privada em longo prazo. Nesse último caso, a questão do prazo é mais importante ainda, pois só no longo prazo maturam os ganhos decorrentes dos benefícios fiscais. Ou seja, é preciso ter capacidade e disciplina de poupança o que, em muitos casos, implica grande mudança de hábitos. O participante na previdência privada deve também entender o seu “perfil de risco”, que determina o tipo de aplicação financeira (títulos de dívida pública e privada, ações, imóveis etc) a ser feita pelo fundo previdenciário que escolher.

4) Como a previdência complementar pode ajudar nisso? Existem  também outras formas de assegurar um reforço à aposentadoria comum? 

O trabalhador pode e deve, até como estratégia de diversificação “não colocar todos os ovos numa mesma cesta”, ter poupanças de longo prazo aplicadas diretamente nos mercados financeiro e de capitais e em imóveis. E há ainda a possibilidade de proteger a si e a família de riscos inesperados por meio da compra de seguros como os de vida e de invalidez. Enfim, a simples precaução indica ser melhor ter um menu de opções de investimento para sacar no período de inatividade laboral ou contra riscos que possam afetar a si e a família.

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Fonte: Priscila Natividade – Correio 24h